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A órbita da Terra tem feito uma coisa estranha (há centenas de milhões de anos)

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Os cientistas têm suspeitado por muito tempo que as interações planetárias tendem a mudar vagarosamente a órbita do nosso planeta. Agora, os astrônomos descobriram provas irrefutáveis em rochas antigas, que mostram que o ciclo existe há centenas de milhões de anos. A órbita terrestre mudou de forma, de praticamente circular para uma forma 5% elíptica. Esse processo se deve à interação gravitacional entre o nosso planeta, Vênus e Júpiter. Agora, os astrônomos desenterraram pedras antigas que mostram a existência deste ciclo já no período tardio do Triássico, há 215 milhões de anos. As descobertas podem ter um grande impacto na forma como modelamos o clima passado da Terra, particularmente nas temperaturas globais, que não são fáceis de explicar. Até é possível que os efeitos deste ciclo tenham desempenhado algum papel na evolução dos primeiros dinossauros. “Há outro, mais curto, ciclo de órbita, mas quando olhamos para o passado, é muito difícil saber de qual estamos falando, isto porque …

Iluminando galáxias escuras

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Um dos novos candidatos a galáxia escura, identificado através de uma combinação de informação espectral (esquerda) e imagens refletindo a emissão de gás (meio) e estrelas (direita). A posição do candidato da galáxia escura é marcada pelo círculo vermelho. Crédito: RA Marino / MUSE
Apesar de termos tido um grande progresso na última metade do século passado sobre o entendimento de como as galáxias se formam, importantes questões permanecem em aberto, principalmente sobre como o gás difuso do meio intergaláctico é convertido em estrelas. Uma possibilidade, sugerida em modelos teóricos recentes, é que nas fases iniciais de formação das galáxias era uma época quando as galáxias continham uma grande quantidade de gás mas ainda eram ineficientes para formar estrelas. 
A prova direta dessa fase negra das galáxias, contudo, não era muito clara, ainda mais pensando que galáxias escuras emitem pouca luz. A descoberta observacional dessas galáxias preencheria um importante vazio no nosso entendim…

Descoberto o Primeiro Imigrante Interestelar no Sistema Solar

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Imagens do asteroide 2015 BZ509 obtidas pelo LBTO (Large Binocular Telescope Observatory) que estabeleceu a sua natureza co-orbital retrógrada. As estrelas brilhantes e o asteroide (no círculo amarelo) aparecem escuros e o céu branco nesta imagem negativa.Crédito: C. Veillet/LBTO
Um novo estudo descobriu o primeiro imigrante permanente conhecido no nosso Sistema Solar. O asteroide, atualmente aninhado na órbita de Júpiter, é o primeiro asteroide conhecido a ser capturado de outro sistema estelar. O trabalho foi publicado na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society: Letters.
O objeto conhecido como 'Oumuamua foi o último visitante interestelar a chegar às manchetes em 2017. No entanto, era apenas um turista passageiro, enquanto este ex-exoasteroide - a quem deram o nome cativante (514107) 2015 BZ509 - é um residente de longa duração. Todos os planetas do nosso Sistema Solar, e a grande maioria dos outros objetos, viajam em redor do Sol na mesma direção. No entanto, 2…

Dois quasares de alto brilho descobertos

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Astrônomos detectaram dois novos quasares brilhantes com redshifts, ou seja, desvio para o vermelho de cerca de 5.0. O quasares recém-descobertos, ou QSO como são chamados, sigla para quasi-stelar objects, estão entre os mais brilhantes de alto desvio para o vermelho já detectados até o momento. Energizados pelos buracos negros supermassivos, os quasares brilhantes nesses altos desvios para o vermelho são importantes para os astrônomos já que eles funcionam como feixes brilhantes iluminando a evolução química do universo de forma muito eficiente. 
Contudo, esses objetos são muito raros e muito difíceis de serem descobertos. Por isso, até o momento somente uma dezena de quasares foram descobertos com desvios para o vermelho maiores que 4.5 e magnitude na banda i, abaixo de 18.2. Encontrar esses quasars requer grandes pesquisas, e não é surpresa que os primeiros quasares com z>5 (z é a letra usada para designar o desvio para o vermelho), tenham sido descobertos usando o Sloan Digital …

Tornados solares fazem girar a cabeça dos astrônomos

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Os tornados solares são belos espetáculos e assustadores pelo tamanho - mas não giram. [Imagem: NASA/SDO/GSFC]
Tornados solares não giram Os tornados solares são estudados há décadas, mas apareceram ante os olhos dos cientistas em toda a sua glória graças a sondas espaciais como a SDO, da NASA. Mas parece que muito do que se sabia - ou se acreditava que se sabia - sobre esses tornados solares está errado, a começar pelo seu nome. O que acontece é que os tornados solares nem sequer giram, garantem Nicolas Labrosse e uma equipe das universidades de Glasgow (Escócia) e Toulouse (França), Academia Tcheca de Ciência e do Observatório de Paris. Tornados em 3D O grupo fez uma análise dessas estruturas enormes, cada uma medindo várias vezes o tamanho da Terra, e concluiu que os astrônomos vinham considerando que elas eram semelhantes a tornados porque se basearam apenas em imagens fotográficas comuns, em 2D. Quando usaram o efeito Doppler para adicionar uma terceira dimensão às fotos dos telescópi…

Entre local e Laniakea

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Numa primeira olhada essa imagem é dominada pelo vibrante brilho da galáxia espiral que pode ser observada na parte inferior esquerda do frame. Contudo, essa galáxia, está longe de ser a coisa mais interessante aqui, atrás dela está um belo aglomerado de galáxias.  As galáxias não estão aleatoriamente distribuídas no espaço, elas se aglomeram, se juntam e pela força da gravidade formam grupos e aglomerados. A Via Láctea é um membro do chamado Grupo Local, que é parte por sua vez, do Aglomerado de Virgo, e que ainda faz parte do Superaglomerado Laniakea que agrupa mais de 100 mil galáxias.
O aglomerado de galáxias nessa imagem é conhecido como SDSS J033+0651. Aglomerados como esse podem ajudar os astrônomos a entender o universo distante. O SDSS J033+0651 foi imageado como parte de um estudo de formação de estrelas em galáxias distantes. As regiões de formação de estrelas não são normalmente muito grandes, elas se esticam por poucas centenas de anos-luz na sua maioria, assim é complicad…

Estação Espacial Internacional será o lugar mais frio do universo em alguns dias

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A NASA enviou hoje para o espaço uma nave cheia de equipamentos que irão auxiliar os astronautas da Estação Espacial Internacional (ISS) e cientistas aqui na Terra a desenvolver novas pesquisas. A mais interessante delas é um experimento que irá “congelar” átomos com lasers, criando o ponto mais frio do universo. Esta super geladeira terá menos de um bilionésimo de grau acima do zero absoluto, a temperatura mais baixa possível.
O Cold Atom Laboratory (CAL) (Laboratório do Átomo Frio, em tradução livre), é um instrumento compacto, do tamanho de um cooler de cerveja, que usa lasers para gerar um ambiente super-refrigerado 10 bilhões de vezes mais frio que o vácuo do espaço. É tão frio dentro da CAL que os átomos se tornam quase imóveis. Lá dentro, o instrumento usa ímãs para segurar os átomos quase imóveis para que os cientistas possam observar seus movimentos e como eles interagem.
Experimentos parecidos já foram feitos aqui na Terra, mas sempre enfrentaram um desafio praticamente insupe…

O “último abraço” do VIMOS

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Nesta imagem, obtida pelo instrumento VIMOS montado no Very Large Telescope do ESO, podemos ver duas galáxias em espiral presas numa dança rodopiante. As duas galáxias em interação — NGC 5426 e NGC 5427 — formam em conjunto um intrigante objeto astronômico chamado Arp 271, o qual foi capturado pelo VIMOS antes deste ser desativado a 24 de Março de 2018.  O VIMOS, VIsible Multi-Object Spectrograph, esteve em operação no VLT durante impressionantes 16 anos. Durante este tempo, o instrumento ajudou os cientistas a estudar as fases iniciais rebeldes da vida de galáxias massivas, observar interações de galáxias triplas e explorar questões cósmicas profundas, como por exemplo, como é que as galáxias mais massivas do Universo cresceram tanto. Em vez de se focar apenas num único objeto, o VIMOS podia captar informação detalhada sobre centenas de galáxias de uma só vez. 
Este instrumento muito sensível colectou espectros de dezenas de milhares de galáxias em todo o Universo, mostrando-nos como …

Uma formiga espacial dispara os seus lasers

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A Nebulosa da Formiga, fotografada pelo Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA, assemelha-se à cabeça e corpo de uma formiga. Na realidade, é o resultado da morte de uma estrela parecida com o Sol e de complexas interações de material no seu coração.Crédito: NASA, ESA e Equipa de Arquivo do Hubble (STScI/AURA)
Um fenómeno raro, relacionado com a morte de uma estrela, foi descoberto em observações feitas pelo observatório espacial Herschel da ESA: uma emissão de laser incomum da espetacular Nebulosa da Formiga, que sugere a presença de um sistema duplo de estrelas escondido no seu coração. Quando as estrelas de baixo a médio peso, como o nosso Sol, se aproximam do fim das suas vidas, tornam-se, eventualmente, estrelas anãs brancas e densas. No processo, expelem as suas camadas externas de gás e poeira para o espaço, criando um caleidoscópio de padrões intricados, conhecidos como uma nebulosa planetária.
As observações do Herschel, no infravermelho, mostraram que a morte dramática da estr…

Telescópio caçador de planetas faz sua primeira foto

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São cerca de 200.000 estrelas em apenas uma imagem - o TESS irá observar o céu inteiro.[Imagem: NASA/MIT/TESS] 200.000 estrelas telescópio caçador de exoplanetas TESS, da NASA, enviou sua primeira imagem de testes. Lançado há cerca de um mês, ele estava próximo da Lua quando fez a foto - para estabilizar sua órbita final de 13,7 dias ao redor da Terra, o telescópio espacial está usando uma assistência gravitacional da Lua. A imagem está distante dos primores apresentados pela equipe do telescópio Hubble, por exemplo, mas a qualidade do telescópio fica patente no fato de ela conter mais de 200.000 estrelas. O trabalho do telescópio será catalogar as estrelas - ele irá observar o céu inteiro - e depois monitorá-las em busca de variações no seu brilho, que podem indicar a presença de planetas - a luz da estrela sofre uma pequena variação quando um planeta passa à sua frente, uma técnica conhecida como trânsito planetário. A imagem foi feita por uma das quatro câmeras do telescópio, que fe…

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