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A concha da enorme estrela G79.29+0.46

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Estrelas assim tão voláteis são bastante raras. Capturada no meio de nuvens de poeira e visível para a direita e para cima do centro, está a massiva G79.29+0.46, uma das menos de 100 estrelas variáveis azuis luminosas (LBVs ou luminous blue variables) atualmente conhecidas na nossa Galáxia. As LBVs expelem conchas de gás e podem perder o equivalente à massa de Júpiter ao longo de 100 anos. A estrela, ela própria brilhante e azul, está envolta em poeira e, portanto, não é observável no visível. A estrela moribunda parece verde e rodeada por conchas vermelhas nesta imagem infravermelha que combina exposições do Observatório Espacial Spitzer e do WISE da NASA. G79.29+0.46 está localizada na região de formação estelar Cygnus X da Via Láctea. Não se sabe porque G79.29+0.46 é tão volátil, nem quanto tempo permanecerá na fase LBV nem quando explodirá como supernova. Fonte: NASA

Quando duas estrelas de NÊUTRONS colidem

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A imagem acima é uma ilustração e mostra a nuvem de expansão quente e densa de detritos arrancados de duas estrelas de nêutrons pouco antes de colidirem. Dentro desses detritos ricos em nêutrons, uma grande quantidade de alguns dos elementos mais pesados do universo foi forjada, incluindo o equivalente a centenas de vezes a massa da Terra de outro e platina. Isso representa a primeira vez que os cientistas detectaram a luz proveniente de um evento gerador de onda gravitacional, graças à fusão de duas estrelas de nêutrons, que ocorreu na galáxia NGC 4993, localizada a cerca de 130 milhões de anos-luz de distância da Terra, na constelação da Hydra. Crédito da Imagem: NASA Goddard Space Flight Center/CI Lab Fonte: https://www.nasa.gov

Medição do VLBA promete imagem completa da VIA LÁCTEA

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Os astrónomos mediram diretamente a distância a uma região no outro lado da Via Láctea, para lá do centro da Galáxia.Crédito: Bill Saxton, NRAO/UAI/NSF; Robert Hurt, NASA
Usando o VLBA (Very Long Baseline Array) da NSF (National Science Foundation), astrónomos mediram diretamente a distância de uma região de formação estelar no lado oposto ao Sol na nossa Via Láctea. Este feito quase que duplica o recorde anterior de medição de uma distância no interior da nossa Galáxia. Isto significa que, usando o VLBA, agora podemos mapear com precisão toda a extensão da nossa Galáxia," comenta Alberto Sanna, do Instituto Max Planck para Radioastronomia na Alemanha. As medições de distância são cruciais para a compreensão da estrutura da Via Láctea. A maioria do material da nossa Galáxia, composta principalmente por estrelas, gás e poeira, fica dentro de um disco achatado, no qual o nosso Sistema Solar está situado. Dado que não podemos ver a nossa Galáxia de face, a sua estrutura, incluindo a f…

A estrela mais misteriosa da Via Láctea continua confundindo cientistas

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A estrela chamada KIC 8462852 já causou bastante agitação na comunidade científica, mas não vai ser desta vez (ainda) que solucionaremos seus mistérios.
Na verdade, eles acabaram de ficar ainda mais confusos.
A trama se complica
Em 2015, os astrônomos ficaram intrigados devido a uma série de eventos de perda de brilho rápidos e inexplicados vistos na estrela, enquanto ela estava sendo monitorada pelo Telescópio Espacial Kepler, da NASA. Para tentar entendê-la melhor, os pesquisadores Josh Simon e Benjamin Shappee e seus colaboradores decidiram fazer uma análise mais longa, acompanhando suas mudanças desde 2006.
Os astrônomos pensavam que a estrela estava apenas brilhando mais fraca com o tempo, mas o novo estudo mostrou que ela também se iluminou significativamente em duas ocasiões, em 2007 e 2014. Esses episódios inesperados complicam ou descartam quase todas as ideias propostas para explicar a estranheza observada em KIC 8462852. Até agora, os cientistas já tentaram explicar suas dimin…

NASA projeta robô para pousar em Plutão

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A imagem mostra a linha de tempo de entrada em Plutão: (1) Aproximação em velocidade interplanetária de aproximadamente 50.000 km/h (14 km/s); (2) lançamento do desacelerador; (3) entrada e descida através da atmosfera; (4) separação, giro e pouso; e (6) saltos para exploração superficial.[Imagem: L. Calçada (ESO)/GAC]
Arrasto aerodinâmico
Contratada pela NASA, a empresa GAC (Global Aerospace Corporation) desenvolveu o conceito de uma sonda espacial para pousar em Plutão. Se antes ir a Plutão era uma curiosidade científica - todos os planetas já haviam sido visitados -, agora essa curiosidade aumentou muito com os resultados obtidos pela sonda New Horizons, que mostrou um planeta-anão extremamente rico em formações geológicas e com estruturas que ainda estão fazendo os cientistas coçarem a cabeça em busca de hipóteses para explicá-las.
Ao contrário da New Horizons, que apenas passou chispando por Plutão, a ideia é desacelerar usando o atrito com a fina atmosfera de Plutão e então pousar …

Alma revela detalhes incríveis da formação de planetas

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Os astrônomos sabem que as estrelas no início possuem um disco massivo de poeira e gás e que com o passar do tempo nesse disco ocorrem condensações ou aglutinações e são essas aglutinações que acabam formando os planetas e asteróides e os outros objetos dos sistemas planetários. Porém a compreensão completa desse processo ainda não existe, e na verdade, existe um grande problema em todo esse processo. Um processo chamado de desvio radial causado pelo arrasto no disco de poeira e gás faria com que os grãos de poeira se movessem na direção da estrela e não tivesse assim tempo suficiente para gerar os planetas, asteróides e outros objetos. Mas certamente existe algum contra-processo que não permite que isso aconteça, pois como sabemos os planetas são sim formados. Então, o que acontece no disco protoplanetário que evita que o desvio radial limpe completamente o disco? Para entender esse processo, um grupo de astrônomos resolveu observar uma estrela jovem que ainda possui um disco protoplan…

O planeta anão HAUMEA tem um anel

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Nos confins do Sistema Solar, para lá da órbita de Neptuno, existe uma cintura de objetos compostos por gelo e rochas, entre os quais se destacam quatro planetas anões: Plutão, Éris, Makemake e Haumea. Este último é o menos conhecido dos quatro e foi recentemente o objeto de uma campanha de observação internacional que foi capaz de estabelecer as suas principais características físicas. O estudo, liderado por astrónomos do Instituto de Astrofísica da Andaluzia e publicado na revista Nature, revela a presença de um anel em redor do planeta anão.
Os objetos trans-neptunianos são difíceis de estudar devido ao seu pequeno tamanho, ao seu baixo brilho e às enormes distâncias que nos separam. Um método muito eficiente, mas complexo, baseia-se no estudo de ocultações estelares, a passagem desses objetos em frente de uma estrela (como um pequeno eclipse). Permite aos astrónomos determinarem as principais características físicas de um objeto (tamanho, forma e densidade) e foi aplicado com suces…

Jato notável do Quasar 4C + 19.44

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Quasares são galáxias com buracos negros supermassivos no seu centro. Muita energia está sendo irradiada de regiões perto d núcleo do quasar que ele é muito mais brilhante do que a galáxia como um todo. Boa parte dessa radiação é emitida nos comprimentos de onda de rádio, produzida por elétrons que estão sendo ejetados do núcleo em velocidades muito próximas da velocidade da luz, normalmente m jatos estreitos bipolares que têm centenas de milhares de anos-luz de comprimento. As partículas carregadas em movimento rápido podem também espalhar fótons de luz, emitindo-os no intervalo de energias do raio-X. Mesmo depois de mais de duas décadas de estudo, contudo, ainda não se tem uma conclusão clara sobre o mecanismo físico que na verdade é o responsável pela emissão de raios-X. Em quasares bem poderosos, contudo, as características da emissão sugerem que a emissão de raios-X é dominada pelo campo magnético e não pelo espalhamento.
O principal autor de um novo artigo sobre o impressionante …

Telescópios do ESO observam a primeira luz de uma fonte de ondas gravitacionais

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Os telescópios do ESO no Chile detectaram a primeira contrapartida visível de uma fonte de ondas gravitacionais. Estas observações históricas sugerem que este objeto único é o resultado de uma fusão entre duas estrelas de nêutrons. Os efeitos cataclísmicos deste tipo de fusão — eventos há muito previstos chamados quilonovas — dispersam no Universo elementos pesados, tais como o ouro e a platina. Esta descoberta, publicada em vários artigos científicos na revista Nature e em outras revistas especializadas, mostra também a melhor evidência recolhida até agora de que explosões de raios gama de curta duração são causadas pela fusão de estrelas de nêutrons. Astrônomos observaram pela primeira vez tanto ondas gravitacionais como luz (radiação eletromagnética) emitidas pelo mesmo evento, graças a um esforço de colaboração global e às reações rápidas das infraestruturas do ESO e de outras instituições em todo o mundo. Em 17 de agosto de 2017, o LIGO (Laser Interferometer Gravitational-Wave Obse…

Os astrônomos acham a estrela do tipo sol que devorou ​​seus próprios planetas

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Os astrônomos descobriram que uma estrela parecida com o Sol que espreitava cerca de 350 anos-luz de distância consumiu o equivalente roco de 15 Terra.
Astrônomos descobriram que uma estrela parecida com o Sol localizada a cerca de 350 anos-luz de distância da Terra está consumindo uma quantidade de rocha equivalente a 15 Terras. Chamada de Krono, o Titã que comia crianças na mitologia grega, a estrela é o caso mais claro e dramático já conhecido de uma estrela parecida com o Sol consumindo seus próprios planetas, disse Semyeong Oh, astrofísico da Universidade de Princeton em Nova Jersey e principal autor do artigo que descreve o estudo. “Mesmo se o Sol comece todos os planetas do Sistema Solar interno, ele não chegaria nem perto à anomalia que nós observamos nessa estrela”, disse David hogg, co-autor do estudo do Flatiron Institute em Nova York. A pesquisa não começou buscando por uma estrela consumindo seus planetas. Os astrofísicos estavam analisando um catálogo de novos dados estela…

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